Lua Blanco (1987–2026): a voz de Roberta Messi e o legado musical de uma artista que cresceu entre canções
By SingArena Editorial · · Music News

Thamiris / Wikimedia Commons (Public domain)
Atriz e cantora que brilhou como Roberta em Rebelde e integrou a banda Rebeldes morre aos 39 anos após lutar contra um câncer; colegas de elenco e nomes da música lamentam a perda.
Uma despedida precoce
A música e a teledramaturgia brasileiras se despediram neste domingo (18) de Lua Blanco, aos 39 anos. A informação foi confirmada pelo irmão da artista, Daniel Blanco, em uma publicação conjunta nas redes sociais, na qual revelou que ela vinha enfrentando um câncer nos últimos meses. "Ela se foi em paz, preenchida de amor e com a fé plena de que ia direto pras mãos de Deus", escreveu ele, pedindo respeito ao luto da família.
Nascida em São Paulo, Lua construiu uma trajetória que sempre entrelaçou atuação e música — uma herança que vinha de casa e que ela levou para o palco, para a TV e para os discos.
De Rebeldes à música: o fenômeno que marcou uma geração
Lua Blanco ganhou projeção nacional ao interpretar Roberta Messi na versão brasileira de Rebelde, exibida pela Record entre 2011 e 2012. O papel a colocou no centro de um dos maiores fenômenos juvenis da época e a levou também ao grupo musical derivado da trama, a banda Rebeldes, que percorreu o país em shows e arrastou milhares de fãs.
Em nota enviada à imprensa, a Record destacou justamente essa dimensão musical da artista: "Seu talento ultrapassou as telas e, levando a ficção para a vida real, Lua também integrou a banda Rebeldes, que realizou shows por todo o país, atraindo milhares de fãs apaixonados pelo grupo que protagonizou a novela".
A vivência musical, porém, era anterior ao sucesso televisivo. Filha do músico Billy Blanco Jr. e neta do compositor Billy Blanco, um dos precursores da bossa nova, Lua cresceu em um ambiente de criação constante. Ainda criança, participou de gravações familiares, e na adolescência iniciou apresentações em bares e casas de espetáculos do Rio de Janeiro ao lado da família. Mais tarde, formou com colegas de faculdade a banda LágrimaFlor, na qual atuava como vocalista e compositora — o nome era uma homenagem a uma canção do avô.
Carreira que atravessou palcos, estúdios e telas
Ao longo dos anos, Lua acumulou trabalhos na televisão, no teatro e na música. Na TV Globo, passou por produções como Malhação e A Força do Querer. No teatro, integrou montagens musicais, e na música gravou projetos que iam de releituras em versões bossa nova a clipes próprios, como o da canção "Perde Tudo", ao lado de Rodrigo Simas.
Mesmo quando a atuação ganhava os holofotes, a música seguia como fio condutor de sua identidade artística — algo que fãs e colegas reconhecem até hoje.
Comoção entre colegas e fãs
A notícia da morte provocou uma onda de homenagens. Sophia Abrahão, que contracenou com Lua como Alice em Rebelde, escreveu que "a ficha ainda não caiu" e lembrou dos anos em que as duas cresceram juntas durante a novela. Arthur Aguiar, par romântico de Lua na trama, publicou uma foto dos dois e declarou: "Que bom que, ainda em vida, tivemos a oportunidade de conversarmos e falarmos tudo".
Dulce Maria, que deu vida à mesma Roberta na versão mexicana de Rebelde, disse estar "completamente em choque" e se despediu: "Voe alto, Lua bonita". Larissa Manoela, Micael Borges, Mel Fronckowiak, Carla Diaz, Maria Gadú, Emanuelle Araújo, Aline Wirley, Samantha Schmutz e Beth Goulart também deixaram mensagens de afeto à família.
O que fica
Para além do papel que a tornou nacionalmente conhecida, Lua Blanco deixa uma obra que mistura canções, personagens e uma ligação profunda com a música brasileira — de bossa nova em família a hits juvenis que marcaram uma geração. Um legado que segue ecoando nas vozes de quem cresceu cantando suas canções.
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